|
Capacitores
Michael
FARADAY
De
origem inglesa e família humilde (o pai era ferreiro), foi obrigado a
trabalhar desde criança, tendo exercido durante algum tempo as
profissões de livreiro e encardenador.
Lia todos os livros que lhe
mandavam encardenar. Com grande habilidade e uma dedicação incomum
ao estudo seguiu para à carreira científica.
Passou a repetir em sua casa, com os mais rudimentares recursos, as
experiências que via nos livros.
Quando teve oportunidade de trabalhar em um laboratório,
permaneceu ali por mais de 50 anos, 46 deles no mesmo prédio.
Faraday é um dos grandes exemplos de que a produção científica
resulta de trabalho metódico e constante e não de inspirações
instantâneas.
Seus
primeiros trabalhos foram estudos sobre cloreto, durante os quais
descobriu dois novos cloretos de carbono; conseguiu liquefar muito
gases e estudou as ligas de ferro.
Em 1825 descobriu o benzeno e
aperfeiçoou técnicas de obtenção de substâncias. Além disso,
aperfeiçoou vidros óticos, tendo descoberto em um deles o importante
fenômeno de rotação do pano de polarização da luz por ação de um
campo magnético.
Dedicou-se também à acústica e eletricidade.
As
idéias fundamentais que temos hoje em Eletricidade e Magnetismo
foram introduzidas por Faraday. que teve o seu nome ligado a uma
série de importantes descobertas, principalmente de fenômenos
elétricos, que abriram o caminho para os avanços da eletrônico e da eletrotécnica.
Também
foi este físico inglês que descobriu a existência do campo elétrico,
descoberta fundamental, porque todas as ações de uma carga elétrica
são feitas através de seu campo, desde um simples caso de atração de
uma outra carga, até as comunicações via satélite.
Antes de Faraday,
os físicos pensavam que as forças eletrostáticas eram exercidas
diretamente entre as cargas, "à distância", sem considerarem o meio.
Entre as importantes descobertas de Faraday, destacam-se as em
dielétricos, condensadores , indução eletrostática, condução de
eletricidade pelos líquidos e em eletromagnetismo.
Inventou o
primeiro motor elétrico.
Em 1.831, Faraday colocou duas bobinas
próximas e fez passar corrente por uma delas. Quando abria e fechava
o circuito da primeira observou que pela outra também passava uma
corrente: era a descoberta da indução eletromagnética (o campo
magnético da primeira bobina induzia corrente na segunda).
Nos
anos seguintes, esclareceu os diversos casos da indução, com campo
magnético produzido por ímã ou por bobina, entre outros.
Dois anos
após a descoberta desse fenômeno, Friedrich Emil Lenz estabeleceu a
lei que permite conhecer o sentido da corrente elétrica. A partir de
então, começaram a construir os geradores mecânicos para obtenção de
corrente elétrica, que antes só era fornecida por pilhas.
Mas, a
fabricação em grande escala de dínamos começou mais tarde, em 1.867,
quando Werner Von Siemens inventou um método prático para a produção
do campo magnético no interior dessas máquinas.
|
|
Os Capacitores:
A função do capacitor é armazenar a
eletricidade, ou energia elétrica. O
capacitor funciona também como um filtro, passando a corrente alterna
(C. A.), e obstruindo a corrente direta (C.C.).
Este símbolo
é utilizado para indicar um capacitor em um
esquema elétrico.
DO QUE É FORMADO UM
CAPACITOR?
O capacitor é formado de duas placas
metálicas, separadas por um material isolante denominado dielétrico.
Utiliza-se como dielétrico o papel, a cerâmica, a mica, os materiais
plásticos ou mesmo o ar.
Quando uma tensão alternada é aplicada a um
capacitor, o seu comportamento é conseqüência direta do que ele
manifesta no caso de uma tensão contínua. Quando a tensão varia
periodicamente, o capacitor é submetido, durante uma metade do
ciclo, a uma tensão contínua e, durante a outra metade do ciclo, a
uma tensão idêntica, mas de sinal oposto.
O dielétrico é submetido a
solicitações alternadas que variam de sinal muito rapidamente e,
portanto, sua polarização muda com o mesmo ritmo.
Se a freqüência
aumenta, o dielétrico não pode seguir as mudanças com a mesma
velocidade com que ocorrem, e a polarização diminui, o que acarreta
em uma redução na capacitância.
Portanto, devido ao fato de que a
capacitância do capacitor tende a diminuir com o aumento da
freqüência, apenas alguns tipos muitos particulares de dielétricos
podem ser empregados em alta freqüência. Com as tensões
alternadas, produzindo-se o fenômeno descrito de sucessivas cargas e
descargas, pode-se dizer que se verifica uma circulação de corrente,
embora esta não flua diretamente pelo dielétrico.
Assim, chega-se a
uma das principais aplicações dos capacitores; a de separar a
corrente alternada da contínua quando estas se apresentam
simultaneamente.
Além do fato de que a corrente alternada pode
circular por um capacitor, entre esta e a tensão aplicada em seus
terminais produz-se uma defasagem, de modo que, quando a corrente
atinge seu valor máximo, a tensão passa nesse mesmo instante pelo
valor zero, sempre seguindo o ciclo normal de variação da corrente
alternada.
 Quando um
multímetro, tal
como um medidor análogo ajustado para medir a resistência, está
conectado a um capacitor eletrolítico de 10 microfarads (µF), uma
corrente fluirá, mas somente por um momento. Você pode confirmar que
a agulha do medidor desloca-se para retornar logo a seguir. Quando você conecta as pontas de
prova do medidor ao capacitor de forma inversa, você anotará
que essa corrente
flui outra vez por um momento, quando
o capacitor carregar inteiramente, a corrente para de fluir. Assim o
capacitor pode ser usado como um filtro que obstrua a passagem de corrente
continua e também como um filtro para eliminar as ondulações da
corrente alternada após a retificação, neste caso o capacitor como
um verdadeiro amortecedor de automóvel carregando-se e
descarregando-se procurando manter as ondulações em uma linha reta.
UNIDADE DE CAPACITÂNCIA
A
capacitância do capacitor é expressa em farad, mas como essa unidade
é excessivamente alta para uso normal, utilizam-se outras unidades
menores que são submúltiplos do farad. São essas as seguintes
unidades usadas: Microfarad ou milionésimo do farad (0,000001
F), cujo símbolo é m F.microfarad (10 -6 F) Nanofarad
ou bilionésimo do farad (0,000000001 F), cujo símbolo é nF.nanofarad
(10 -9 F) Picofarad ou trilionésimo do farad
(0,000000000001 F = 0,000001 m F = 0,001 nF), cujo símbolo é pF.
picofarad (10 -12 F) Semelhante ao que ocorre na
indicação dos valores dos resistores, e devido ao fato de que um
nanofarad (1 nF) eqüivale a 1000 picofarads (1000 pF), é comum
encontrar a letra K para indicar o nanofarad, no lugar do símbolo
nF. Com isso, um nF eqüivale a um KpF que é um milhar de picofarads.
Portanto, quando sobre o corpo de um capacitor o valor é indicado
por um número seguido pela letra K, isto significa que a unidade de
medida adotada é o picofarad. No momento de determinar o valor
de um capacitor, um fator muito importante é a tolerância que, como
ocorre com os resistores, indica os extremos máximo e mínimo entre
os quais está compreendido o valor do componente. As tolerâncias
são, normalmente, da ordem de 5, 10 e 20% para todos os tipos de
capacitores, exceto com os eletrolíticos cujo os valores de
tolerância podem atingir valores de até 50%. Recentemente, um novo
capacitor com capacidade muito elevada foi desenvolvido. O
capacitor elétrico de dupla camada tem a capacidade designada em
unidades do farad. Estes são conhecidos como "super capacitores ."
Há três maneiras em que a capacidade pode
ser escrita. Um usa letras e os números, o outro usam somente
números e um mais antigo utiliza código de cores. Em um ou outro
caso, há somente três caracteres usados. [ 10n ] e [ 103 ] denote o
mesmo valor da capacidade. O método usado difere dependendo do
fornecedor do capacitor. No caso que o valor está indicado com o
código três digitos, os 1os e òs dígitos da mostra esquerda a 1a
figura e a à figura, e no ó dígito está um multiplicador que
determine quantos zero devem ser adicionada à capacidade. As
unidades do picofarad (pF) são escritas esta maneira.
Para o exemplo, quando o código é [ 103 ],
indica 10 x 10 3 , ou 10,000pF = nF de 10 nanofarad() =
0,01 µF do microfarad(). Se o código
acontecer ser [ 224 ], seria 22 x 10 4 = ou 220,000pF =
220nF = 0.22µF. Os valores sob 100pF são
indicados com 2 dígitos somente. Para o exemplo, 47 seriam 47pF.
|
|
TABELAS
|
|
CÓDIGO DE CORES PARA CAPACITORES CERÂMICOS E DE
POLIÉSTER |
|
 |
|
|
|
CÓDIGO DE CORES PARA CAPACITORES DE TÂNTALO TIPO
"GOTA" |
|

| |
Tensão de Ruptura
(Avaria) Ao
usar um capacitor, você deve prestar muita atenção à sua
tensão máxima de utilização. Esta é de "a tensão onde a partir deste
ponto começa a acontecer a ruptura do dielétrico " A tensão de
avaria depende do tipo do capacitor que está sendo usado. A
tensão de ruptura de capacitores eletrolíticos é indicada como a
tensão máxima de trabalho. A tensão de
ruptura é a tensão que quando excedida causará estrago no dielétrico
(isolador) dentro do capacitor. Quando isto acontece, a falha pode
ser catastrófica com direito a explosão e serpentinas. Por este
motivo são tomados cuidados especiais na fabricação dos
capacitores. O material empregado como dielétrico é um fator
muito importante na construção de um capacitor, porque dele dependem
características fundamentais como: a tensão máxima de funcionamento
antes que o dielétrico sofra ruptura e perca suas propriedades de
isolamento; a capacitância, de acordo com a maior ou menor
facilidade com que o material escolhido possa ser trabalhado sob
forma de lâminas finíssimas, e da sua maior ou menor
polarizabilidade; as perdas de carga, já que, embora o dielétrico
seja um isolante, há sempre a passagem de uma débil corrente que
tende a descarregar o capacitor num tempo mais ou menos longo; e
finalmente, a constante dielétrica do material com relação ao vácuo,
que permite, uma vez fixadas as dimensões geométricas, que se
obtenha maior ou menor capacitância.
|
|
POLARIZAÇÃO DO DIELÉTRICO Quando uma tensão contínua é aplicada às placas do capacitor,
através dele não se verifica nenhuma passagem de corrente, devido à
presença do dielétrico. Por outro lado, ocorre uma acumulação de
carga elétrica nas placas, de tal forma que a placa ligada ao pólo
negativo do gerador acumula elétrons, enquanto a placa ligada ao
pólo positivo apresenta falta de elétrons. A mesma coisa ocorre na
face do dielétrico em contato com a placa. Quando a tensão aplicada
é interrompida, a carga acumulada mantém-se graças ao campo elétrico
que se forma entre as placas. Se, em seguida, as placas forem
colocadas em curto encostando-se os seus terminais, haverá um
rápido fluxo de corrente e o capacitor se descarrega,
retornando à condição inicial. A capacitância pode ser
definida como o acumulo de cargas elétricas no capacitor,
quando é aplicada uma tensão em seus terminais.
|
|
Paginas |
01
|
02
|
03 | |
|