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Um
indutor pode ser uma simples volta de fio: |
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ou
muitas voltas:
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Enrolado em uma
peça plástica

. . . .
em um núcleo oco ou de metal:

Um indutor pode
ser de quase qualquer tamanho ou formato e é o componente mais complexo
em eletrônica. Ele é tão complexo que a teoria sobre ele pode
preencher todo um livro. E essa teoria também é muito complexa. Por isso
nós vamos ver apenas os fundamentos. Não vamos entrar em campos
magnéticos, Pólo Norte ou Pólo Sul, ou regras da mão direita e mão
esquerda, pois isso não nos interessa quando estamos falando de uma bobina
de fio em um circuito elétrico ou eletrônico. A coisa mais importante é a
MÁGICA de um indutor. Ele produz uma alta voltagem de polaridade oposta
quando funciona em determinadas circunstâncias.
Os três símbolos principais para um indutor:

A Indutância é medida em
Henries.
Um Henry é uma unidade grande.t.
Um indutor de 1 Henry teria as dimensões aproximadas de 1cm x 1cm x 1cm
(1/2” x 1/2”x 1/2” ) e teria poucas voltas de fio grosso. Ou ele teria
muitas voltas de fio e ser ligeiramente maior. Ou ainda, ser bem grande
com um núcleo vazio.
Uma indutância de 1 Henry (ou qualquer valor de indutância) na verdade,
não diz nada a respeito do tamanho do componente, da sua capacidade de
corrente (a intensidade de corrente que pode fluir através do enrolamento
sem que o componente superaqueça), ou qualquer uma das outras
características que precisamos saber antes de instalarmos um indutor em um
circuito. É por isso que você precisa saber o lado PRÁTICO da escolha de
um indutor.
Em eletrônica, normalmente nós usamos unidades menores: mH µH e nH (m =
milli µ = micro n = nano)
1,000mH = 1H
1,000,000µH = 1H
1,000,000,000nH = 1H
thus:
1,000µH = 1mH
1,000nH = 1µH |
Aqui estão alguns
indutores e seus valores:

O valor de um
indutor não pode ser determinado pela sua aparência. Ele depende de uma
série de coisas, incluindo o material do núcleo, número de voltas, calibre
do fio, etc, e o tipo de caminho magnético. O melhor caminho magnético é
uma volta fechada, como o toroidal (donut) mostrado nas fotos no início do
artigo, ou outro tipo de caminho magnético fechado como o núcleo ‘pot-core’.
Se o caminho magnético tiver um vão vazio (ar), muita da qualidade do
indutor será perdida e o valor da indutância será reduzido. Para um
indutor simples, um bastão já será ok.
Indutores podem ter um terminal (chamados de terminais flutuantes), fios
para montagem através-de-furos, ou como um “chip” para montagem na
superfície de uma placa de CI.
Os indutores acima estão todos identificados em microHenries (µH).
O valor marcado em um indutor SMD é sempre µH.
Por exemplo:
561 = 560uH
222 = 2.200uH
103 = 10.000uH = 10mH
OUTROS NOMES
Um indutor pode ser chamado de uma “bobina”. Não existe uma diferença
especifica entre uma “bobina” e um indutor, e o nome depende
principalmente do lugar e da maneira como o componente é utilizado. Uma
bobina, geralmente refere-se a voltas de fio com um núcleo oco. Quando o
núcleo é de metal, ele é chamado de INDUTOR.
Em algumas aplicações é chamada de CHOKE (silenciador).
O termo choke é usado quando o indutor é projetado para prevenir
que um sinal passe através do enrolamento ou quando a bobina é desenhada
para reduzir uma onda em particular – como uma ondulação. O circuito a
seguir mostra o silenciador em operação. Ele é chamado de circuito filtro
L-C. A onda à esquerda do indutor (L – left) contem ondulações, como
mostrado pela onda senoidal. A voltagem emergente do indutor apresenta um
pequeno valor de ondulação. Isso é parcialmente devido à filtragem
oferecida por C1 e C2 e também pelo efeito da bobina.
A voltagem que entra no silenciador é principalmente DC e isso passa pelo
enrolamento sem qualquer alteração. Qualquer ondulação contida nessa
tensão DC cria um fluxo magnético crescente e isso corta as voltas do
enrolamento para produzir uma voltagem reversa. Esta age contra as
ondulações e efetivamente as reduz. O resultado é um valor bem menor de
ondulações emergindo do indutor.
Um resistor poderia ser usado no lugar do indutor, mas o indutor apresenta
duas vantagens: ele produz menos ondulações na saída e uma voltagem mais
baixa é “perdida” através do indutor.
Um indutor não é a escolha preferida para projetos modernos, uma vez que
um regulador de voltagem como o 7805 vai oferecer o mesmo resultado a um
custo mais baixo e ocupar menos espaço numa placa.
Nós usamos o indutor como exemplo para mostrar uma de suas
características. Ele caiu em desuso pelo aparecimento do “regulador de 3
terminais”.

Um silenciador também
pode ser usado para evitar que um sinal AC entre em um componente. Em
outras palavras, o sinal pode ser dirigido a outra parte do circuito,
enquanto o silenciador fornece um caminho de baixa-resistência para DC.
No circuito a seguir, o sinal emerge de um transistor e é bloqueado para a
terra pelo “choke”. O indutor fornece um caminho de baixa-resistência para
a corrente bias do transistor enquanto evita que o sinal flua para a grade
de 0v.
Se substituímos o silenciador por um resistor, uma parte do sinal é
perdida no resistor e a queda de voltagem pelo resistor será maior do que
pelo indutor.

Se um enrolamento em uma
bobina é projetado para empurrar uma haste de metal no centro quando uma
corrente a atravessa, ela é chamada de SOLENÓIDE.
Se a bobina é enrolada em um núcleo de metal e atrai objetos metálicos
(como os contatos de um relê, fazer uma campainha tocar, ou atrair sucata
em um ferro-velho), ela é chamada de um ELETROMAGNETO.
O diagrama abaixo mostra a operação de um eletromagneto em uma campainha:
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COMO FUNCIONA UMA CAMPAINHA
Quando os contatos são fechados, a corrente flui através de dois
enrolamentos (isso é chamado de eletromagneto ferradura) e cria um
fluxo magnético que empurra o braço (chamado de badalo) em direção ao
eletromagneto. Isso faz o martelo atingir o sino e ao mesmo tempo os
contatos são abertos. Isso faz a corrente parar de fluir e o fluxo
magnético é interrompido (colapso). O braço retorna a sua posição (por
uma pequena mola) para a posição na qual os contatos são fechados e a
corrente flui novamente repetindo a ação. |
Há uma coisa importante
quando você vê um indutor em um circuito – mesmo que seja um indutor de
uma única volta!
Quando ele está funcionando (quando uma voltagem crescente é aplicada) ele
produz uma voltagem na direção oposta àquela aplicada (na verdade, devido
ao aumento de corrente) e a magnitude dessa voltagem faz o indutor ser
capaz de fazer coisas surpreendentes.
Essa voltagem é chamada voltagem-de-retorno ou “back-EMF”. Seu valor
depende da forma com que o indutor foi construído e do seu valor em
Henries (ou milihenries, microhenries or nanohenries) e como ele é ativado
no circuito.
Quando um indutor é utilizado em um circuito eletrônico, a razão da
voltagem-de-retorno para a voltagem aplicada é chamada de “Fator-Q”.
Essa tensão também pode ser detectada como as “faíscas” entre os contatos
da campainha acima, ou como uma “reação inesperada e rápida” em seus dedos
quando você remove o indutor da voltagem de alimentação
Essa voltagem pode ser utilizada para criar uma voltagem muito alta,
algumas vezes chamadas de tensão “fly-back”.
Em alguns circuitos essa tensão é indesejada e deve ser suprimida. A
voltagem produzida pela bobina de um relê (quando está sem energia) pode
danificar o transistor de controle e deve ser freada (removida) pela
instalação de um diodo com polarização reversa através da bobina, conforme
mostrado no diagrama a seguir:

Assim, conseguimos o que
queríamos.
Em muitos casos, um indutor vai produzir uma alta “voltagem reversa”
quando estiver desativado. O valor dessa tensão depende do modo de
construção do indutor e muitos outros fatores.
Você não pode definir esse valor através de qualquer formula. A
experimentação é o único modo.
Finalmente, podemos deixar de lado a matemática e pegar o ferro de soldar.
Há, basicamente, dois modos de usar um indutor:
1. Passando um imã sobre um e detectando(lendo) a voltagem. A voltagem só
é produzida enquanto o imã está em movimento. Esse é o fundamento de um
GERADOR.
2. Aplicar uma voltagem à bobina. Essa voltagem pode ser constante (DC) ou
variável (AC). Resultados diferentes serão produzidos em cada caso. Esse é
o fundamento de um MOTOR.
Se a voltagem é constante(DC) a bobina vai produzir um fluxo magnético
CONSTANTE e criar um ELETROMAGNETO. Nós desenhamos esse fluxo como linhas
concêntricas ao redor de cada condutor. Elas (linhas) passam pelo centro
da bobina e saem no outro lado. Diz-se que as linhas emergentes criam o
pólo NORTE do eletromagneto. O “magnetismo” (as linhas magnéticas) são
mais fortes no centro de cada volta da bobina e se ela tiver ar no centro,
apenas um pequeno número de linhas estará presente antes que o ar esteja
SATURADO. Se um metal, como ferro (chamado ferro macio) ou ferrite (são
basicamente a mesma coisa – com ferrite sendo mais adequado para indutores
de alta freqüência), é colocado no centro, as linhas magnéticas podem
ficar mais concentradas (1000 a 2500 vezes ou mais) antes que o núcleo
fique saturado.
Se a tensão de
acionamento for AC (como uma onda senoidal), um eletromagneto será
produzido, mas o magnetismo desse eletromagneto vai aumentar e diminuir à
media que a voltagem varia.
Centenas de resultados diferentes podem ser obtidos a partir dos exemplos
acima, pela criação de indutores com número diferente de voltas, forma
diferente, material diferente no núcleo, velocidade de movimentação do imã
diferente, e diferentes freqüências para a tensão AC.

Observe a
agulha do medidor quando a volta muda de direção “adiante” para direção
“reversa”. É quando o fluxo muda de direção

Quando as
duas bobinas estão estacionárias, a “leitura-central” no medidor indica
“zero”. Isso ocorre porque o fluxo magnético não está aumentando ou
diminuindo

Observe a
agulha quando o movimento da bobina cessa. É quando o fluxo é estacionário
– “nem aumenta nem diminui”.

Observe a agulha quando a bobina está sendo afastada do loop de detecção
Nesta discussão estamos
mantendo as coisas simples, dizendo o seguinte:
Você pode criar qualquer tipo de indutor, através de experimentação. Não
precisa saber quaisquer fórmulas ou teoria. Ele pode ser criado
simplesmente por “tentativa e erro”.
Eu admito que uma fórmula vai ajudá-lo a compreender melhor no início das
coisas, mas não lhe dizer o tamanho ou tipo do núcleo a ser utilizado ou a
espessura do fio.
A melhor tática é copiar alguma coisa similar ao tipo que você precisa e
modificá-la, aumentando ou diminuendo o número de voltas.
Nesse caminho você será capaz de “levar o indutor ao ponto máximo” e ter
certeza que usou o número ideal de voltas no enrolamento.
Essa pode ser uma forma simplista de construir um indutor, entretanto, é
bem sucedida. Você termina um item e ele FUNCIONA!
Agora que simplificamos a nossa abordagem, vamos começar com a TEORIA:
O indutor mais simples é uma única volta de fio firme com ar no centro
(núcleo de ar).
Se um objeto metálico é colocado no centro da volta, a indutância aumenta.
Se mais voltas forem acrescentadas, a indutância aumenta.
Se o diâmetro da volta é aumentado, a indutância DIMINUI.
Se as voltas são afastadas, a indutância da bobina DIMINUI.
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