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O Transformador
Tudo o que você precisa saber sobre o transformador...
O símbolo para um transformador de energia pode ser qualquer um dos
seguintes:
O número de voltas no símbolo não indica o tamanho relativo do
enrolamento, entretanto é útil para mostrar alguma forma de comparação de
modo que você possa ver o que o transformador está fazendo.
A única razão porquê o secundário pode ser desenhado maior do que o
primário é para o símbolo caber no desenho com os demais símbolos.
A animação abaixo mostra a “força principal” entrando pelo primário de um
transformador e a onda resultante no secundário. A forma da onda da
voltagem principal é chamada de senóide e a saída irá reproduzir essa
forma e ter uma amplitude proporcional à razão entre o número de voltas do
primário em relação ao secundário.

À medida que
mais voltas são acrescentadas ao secundário, a voltagem aumenta.
Se o secundário tiver menos voltas do que o primário, ele é chamado
de um transformador REDUTOR. Se o secundário tiver mais voltas do que o
primário ele é chamado de um transformador ELEVADOR. Se o número de voltas
for igual nos dois enrolamentos, o transformador é chamado de
transformador ISOLADOR.
TIPOS DE TRANSFORMADOR
Há centenas de tipos, estilos e tamanhos diferentes de transformadores no
Mercado. O diagrama abaixo mostra alguns dos tipos que estaremos cobrindo
nesta discussão:
USOS
Um transformador pode oferecer mais que 30 características diferentes em
um circuito, e algumas vezes, oferecer 3 ou mais ao mesmo tempo.
Aqui estão algumas das características que ele pode oferecer:
1. Isolar uma voltagem de outra,
2. Aumentar a voltagem,
3. Diminuir a voltagem,
4. Aumentar a corrente,
5. Diminuir a corrente,
6. Prover uma reversão de fase,
7. Prover uma troca de fase,
8. Prover uma voltagem de retorno (feedback) ou pulso,
9. Irradiador eletromagnético,
10. Detecção de Eletromagnetismo,
Mais uma série de efeitos quando combinado com outros componentes, tais
como:
osciladores, filtros, amplificadores de sinal, atenuadores, e muito mais.
O diagrama abaixo é um transformador simples, enrolado em um núcleo de
ferro-macio ou ferrite. Se for aplicada corrente alternada ao primário,
uma voltagem vai aparecer no secundário. Esse tipo de transformador não é
tão eficiente quanto um com "caminho magnético completo" –
entretanto, ele funciona.
Se o caminho magnético for completo, como mostrado no diagrama
abaixo, mais energia é transferida do primário para o secundário, através
do fluxo magnético. O fluxo magnético se move no sentido horário (chamado
de FLUXO DE EXPANSÃO) durante a primeira metade do ciclo e no sentido
anti-horário (chamado de FLUXO DESCENDENTE ou de COLAPSO), durante a
segunda metade do ciclo.
O
TRANSFORMADOR DE FONTES DE ALIMENTAÇÃO
Nesta seção nós vamos discutir o transformador em seu papel como
TRANSFORMADOR DE FORÇA em uma FONTE DE ALIMENTAÇÃO.
O transformador desempenha uma função muito importante em se produzir uma
fonte de alimentação com sucesso, mas é um componente sobre o qual nós
tendemos a saber pouco a respeito.
Muito poucas especificações são fornecidas com um transformador, e muito
freqüentemente eles são superestimados.
Há uma série de especificações que você precisa saber quando pretende
utilizar um transformador, e a única maneira de conhecê-las é construindo
um circuito experimental. Um transformador funciona muito bem até que você
precise utilizar toda a sua potencia de saída. É aí que você descobre as coisas que
dão errado.
Pegue, por exemplo, a estimativa de corrente. Quantas vezes você já
viu dois transformadores diferentes. Um maior que o outro, mas ambos
graduados como sendo de 12 V a 500 mA.
Há várias razões pelas quais isso pode ser verdadeiro – ou parcialmente
verdadeiro. Tudo está no modo como você testa o dispositivo. Não importa
como você o veja, sempre é melhor optar pelo transformador maior. Não
existe uma maneira pela qual um fabricante consiga colocar “energia extra”
ou “Potencia” em um transformador pequeno e fornecer uma saída “aumentada” -
a menos que o transformador apresente um projeto diferente de modelo ou
material ferro magnético utilizado.
A graduação de 500mA para o transformador menor pode ser para um curto
espaço de tempo, ou o transformador pode ter uma voltagem de saída
ligeiramente maior de modo que quando os 500 mA são exigidos, a voltagem
vai cair para o valor especificado.
O principal problema com essa voltagem mais alta que é passado para a entrada
da sua fonte de alimentação e que ela precisa ser dissipada no regulador, como
“calor perdido”. Isso reduz a eficiência da fonte e quando uma corrente
maior for exigida, o regulador pode se desligar por proteção interna. Some-se a isso o fato que
o transformador se aquece muito porque está entregando mais voltagem (e
assim, mais watts) do que o necessário.
Esse é um exemplo extremo, mas é exatamente o que acontece na realidade.
Dizemos que o transformador menor tem REGULAGEM POBRE e não é o melhor
tipo para a ser usado.
Obviamente, o melhor tipo é aquele ligeiramente maior do que o necessário,
assim ele vai funcionar frio.
Novamente, toda a matemática do mundo não vai superar a simples tarefa de
“sentirmos” um transformador após ele estar trabalhando por 30 minutos ou
algo assim.
E novamente, há duas checagens a serem feitas. Verifique o transformador
após 30 minutos sem carga, e novamente após 30 minutos funcionando com
carga total. Isto é bem mais simples, do que fazer um curso
de 2 anos sobre projetos de transformadores. Basicamente, se o transformador estiver
se aquecendo, sem carga, a densidade do fluxo no núcleo é muito alta. Ele
funciona assim: À medida que a voltagem na entrada aumenta, o enrolamento
primário produz um campo magnético e esse campo passa através do material
magnético no centro da bobina, chamado de NÚCLEO. O campo liga “pequenos
dipolos magnéticos” no núcleo e os alinha em uma direção particular. Esses
dipolos magnéticos então tem o efeito de produzir um campo magnético na
direção oposta para produzir uma voltagem reversa que tem quase a mesma
amplitude da voltagem de entrada.
Se a voltagem de entrada é de 130v, em um determinado momento, a voltagem
produzida pelo transformador pode ser de 125V e assim a voltagem
resultante é na verdade de apenas 5 V. Isso é uma situação surpreendente,
mas é exatamente assim que acontece. Para isso acontecer, você não precisa
de um enrolamento secundário. Ele pode ser removido e exatamente o mesmo
resultado será obtido.
Agora, chegamos às razões porquê alguns transformadores esquentam mais do
que outros.
Há duas razões.
O material no núcleo é ferro (chamado de ferro-macio) e ferro é um
condutor de eletricidade. À medida que o fluxo passa através do núcleo ele
não é absolutamente uniforme e qualquer não-uniformidade permite que se
desenvolva uma pequena voltagem de uma área para outra, e essa voltagem
gera um fluxo de corrente. O material do núcleo é disposto em camadas
finas, chamadas laminas para criar um caminho bem longo, e assim uma
resistência alta é criada de forma que o fluxo efetivo de corrente seja o
menor possível. Entretanto, uma pequena corrente flui, e isso causa algum
aquecimento do núcleo.
Mas, o aquecimento maior vem do enrolamento primário.
À medida que a voltagem no primário aumenta, mais e mais dipolos se
alinham em uma direção para produzir uma voltagem reversa ou “de retorno”.
Mas chega um momento em que não há mais dipolos, e a voltagem reversa não
atinge a voltagem de entrada. A diferença entre as duas voltagens aumenta
e assim, simplesmente pela Lei de Ohm, a corrente primária aumenta devido
à resistência do enrolamento primário. Essa corrente aumentada ocorre
apenas no pico de cada onda, e é assim que o transformador se aquece
gradualmente – o enrolamento primário se aquece e passa seu calor para o
núcleo.
Quando uma carga é aplicada ao transformador, o fluxo magnético produzido
pelo enrolamento primário atravessa as voltas do secundário e induz uma
voltagem em cada volta. Essa voltagem é a “pressão” que permite um que uma
corrente flua no circuito secundário. O fluxo magnético é passado ao
enrolamento secundário e não tem tempo de ativar muitos dipolos. Assim, a
voltagem reversa não é alta o suficiente e mais corrente flui no
enrolamento primário. Se nós pegarmos mais corrente do secundário, o
primário vai puxar corrente da “alimentação”.
PROJETANDO UM TRANSFORMADOR
Nós não vamos entrar no projeto de um transformador, pois isso está além
do proposto. Há muitos transformadores no Mercado para
escolhermos e você não vai conseguir construir um e gastar menos do que
adquirindo um pronto.
QUAL É A VANTAGEM EM UMA
DERIVAÇÃO CENTRAL?
Existem basicamente dois tipos de enrolamentos de saída. Um é um
enrolamento simples e o outro tem uma derivação.
Antes de discutirmos as vantagens do enrolamento simples precisamos entrar
em alguma teoria.
O transformador mais eficiente tem metade da bobina enrolada com o
enrolamento primário e metade com o secundário. Isso permite que um
calibre de fio mais grosso seja utilizado para cada enrolamento e assim as
“perdas por cobre” serão as menores. “Perdas por cobre” representam o
calor gerado no enrolamento devido ao fluxo de corrente. Um enrolamento
que entrega 1 Ampère, esquenta muito mais do que um pedaço comum de fio
transportando 1 ampere porque o enrolamento está GERANDO a corrente e
muitos “turbilhões de corrente” estão passando pelo fio. Estes podem ser
encarados como corrente fluindo no sentido contrário, mas eventualmente,
corrente suficiente passa no sentido correto para criar 1 amp. Se o fio é
grosso, a resistência do fio é mais baixa e ele não vai se aquecer como um
fio mais fino.
Agora, vamos à comparação de um secundário simples conectado a um
retificador de onda completa (4 diodos) e um secundário com derivação
central conectado a dois diodos.
O diagrama abaixo mostra essas duas disposições.

Enrolamento secundário simples Vs secundário com derivação central
No
diagrama, estamos assumindo que a saída é a mesma em ambos os casos, (por
exemplo, 12v a 1 amp.). No primeiro caso, o secundário está entregando
corrente para a carga através dos diodos b e c na primeira metade do
ciclo e através dos diodos a e d na segunda metade de cada ciclo. Isso
coloca a carga no enrolamento de dois pulsos de energia por ciclo.
Adicionalmente há uma queda através dos dois diodos.
No Segundo caso, o enrolamento A entrega corrente à carga através do diodo
superior durante a primeira metade de cada ciclo, e o enrolamento B
entrega corrente à carga através do diodo inferior, durante a segunda
metade de cada ciclo. Cada enrolamento tem um curto período de repouso
entre os pulsos de energia.
A questão é: Qual é o melhor circuito?
A resposta é o circuito 1.
O circuito com a derivação central tem algumas vantagens, mas na media, o
Circuito 1 é a melhor escolha.
O transformador com derivação central está entregando energia basicamente
a partir do espaço secundário no transformador a cada meio-ciclo e assim o
enrolamento tem um fio mais fino (para caber no espaço) e ele ficará
ligeiramente mais quente do que o de secundário-simples. O resultado é que
um transformador com derivação central precisa ser acionado com mais
energia para entregar a mesma saída de corrente do que um transformador
com secundário simples.
Maneiras de fixar um transformador;
1. Fixadores de montagem. O transformador terá alças e/ou
braçadeiras para montagem.
2. Montagem em Placa de Circuito Impresso. O transformador terá
pinos para passarem nos furos de uma placa de CI e serem soldados.
3. Transformadores Toroidais terão um parafuso para montagem que
passa pelo centro do transformador e aparafusam-se em uma base.
Monte somente transformadores muito pequenos diretamente em placas de CI –
transformadores grandes irão quebrar as trilhas. Essa forma de montagem é
bastante arriscada, pois as conexões principais ficam expostas na parte
inferior da placa. Também é mais difícil adequarmos a placa a uma
embalagem com um transformador pesado nela.
CONCLUSÃO
A resposta é simples. Se você está projetando uma fonte de alimentação,
apanhe (ou compre) uma gama de transformadores e teste todos em seu
projeto. Sinta a temperatura após um certo tempo e cheque a capacidade de
carregar cada dispositivo com a corrente necessária. Você pode até puxar
mais corrente durante o “teste” para determinar se o transformador está
operando ao seu máximo, ou se ainda há uma pequena reserva de corrente.
Não aceite as especificações dos fabricantes como verídicas. A maioria das
especificações ou são “supostas” ou exageradas. Como pode um amplificador
produzir 100 watts de saída se o transformador de força é graduado em 12V
a 3,5 Amp?
O tamanho (e peso) de um transformador de força é uma indicação de sua
razão VA (Volt-Ampere). Isso é a Voltagem, em corrente alternada, de
saída, multiplicada pela corrente (Amps). Simplesmente consiga uma série
de transformadores de força e note as suas graduações VA.
A graduação VA não é uma escala linear. Em outras palavras, se um
transformador é dobrado em peso, a razão VA pode aumentar mais do que o
dobro. Isso, porque transformadores maiores possuem uma razão de
eficiência mais alta.
Note a espessura do fio no secundário. Ele deve ser a mais grossa
possível. Também note a forma com que o transformador foi construído. Ele
deve ser “calçado” para prevenir que os enrolamentos e as lâminas se movam
ou vibrem durante o funcionamento.
Como eu disse, a resposta é simples. Sinta o transformador após 30 minutos
de funcionamento. Se ele apresentar “odor” ou se aquecer muito,
substitua-o por um com um de tamanho maior.
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Um transformador pode ser projetado para fazer coisas bastante
surpreendentes. Uma dessas coisas surpreendentes é que a corrente de
saída é maior do que a de entrada!
Essa é uma característica bastante normal para um transformador e será
produzida por quase qualquer transformador cujo enrolamento de saída tenha
menos voltas do que o primário e seja enrolado com fio espesso.
Como nós reduzimos o número de voltas no secundário, podemos usar um fio
mais grosso e o caso extreme é um secundário simples feito com fio de
cobre muito grosso. O secundário irá produzir 30, 100, ou até mesmo 500
amps.
Mas, antes de ficar muito empolgado, você tem que perceber como isso é
possível. Não pense que está conseguindo alguma coisa “de graça” – porque
você não está.
Um transformador é capaz de consumir um determinado número de watts (isso
é determinado pelo seu tamanho) e entregar o mesmo número de watts para o
secundário. O valor dos watts é a voltagem através do primário
multiplicada pela corrente através do primário. O termo exato para isso é
razão VA (dizemos VA porque a voltagem e a corrente estão
aumentando e abaixando, enquanto que o termo watts refere-se a valores
DC ou valores constantes.). (A saída será ligeiramente
menor do que a entrada devido a perdas).
Se nós temos um transformador com uma razão VA de 60, a saída pode ser
qualquer combinação cuja resposta seja 60.
Por exemplo, a saída pode ser 30v a 2 amp, 15v a 4amp, 10v a 6amp, 6v a
10amp, 1v a 60amp, ou 0.5v a 120amp.
A animação abaixo mostra como a corrente de saída vai aumentar à medida
que as voltas no enrolamento secundário diminuem.
Nota: A forma de onda abaixo é diferente (oposta) à da página anterior.
Ela mostra a CORRENTE de saída do secundário à medida que as voltas
são diminuídas. O diagrama da página anterior mostrava a VOLTAGEM de
saída.
A
capacidade de saída de corrente de um transformador.
A
corrente de saída pode ser muito maior do que a
corrente de entrada
Qual o segredo para fazer um
transformador com uma corrente alta de saída?
O segredo é BAIXA IMPEDÂNCIA.
O enrolamento de saída deve ser de fio bem grosso assim ele terá baixa
resistência. Em todos os casos, quando você tem uma saída de corrente
alta, a voltagem que acompanha essa corrente será bastante baixa. Na
maioria das vezes a voltagem será apenas a suficiente para “empurrar” a
corrente através da carga.
Se nós pegarmos o caso de um transformador para solda
a ponto, a voltagem será tão baixa quanto 1v - 2v a 500
ampéres.
A resistência da carga externa deve ser menor do que 1/500 ohm. Em outras
palavras a carga deve ser um "CURTO CIRCUITO" para permitir que a corrente
flua. Se a carga tiver resistência de 1 ohm, apenas um ou dois ampéres
irão fluir. Se a carga for de 1/10 ohm, apenas 10 ampéres fluirão. Agora você
pode ver porque os terminais de um soldador a ponto são curtos e grossos e
o metal a ser soldado é colocado entre eletrodos nas extremidades dos dois
terminais.
Por quê o soldador a ponto?
Nós descrevemos o soldador a ponto para enfatizar o fato dos
transformadores serem capazes de entregar uma alta corrente de saída.
Agora, chegamos ao exemplo de um transformador de 1 amper entregando
corrente para uma fonte de alimentação.
Toda a teoria que você aprendeu até agora deu a impressão de que o
transformador está constantemente fornecendo 1 amper para o circuito da
fonte de alimentação. Mas isso não é assim. O transformador está
entregando dois pulsos de corrente muito alta durante
cada ciclo. Ele está trabalhando muito mais forte do que esperávamos. Um
dos conceitos que você tem que entender com relação à fonte de alimentação
é FLUXO DE ENERGIA.
Se uma fonte de alimentação está fornecendo 1 amper a 5 v, o FLUXO DE
ENERGIA é volts x ampéres ou 5 x 1 = 5 watts. Essa energia é uma constante 5V
a 1 amper e é chamada de DC (corrente contínua – direct current).
Uma fonte, geralmente obtém a sua alimentação de uma fonte alternada
(chamada AC – alternating current), assim como a fornecida pelas
companhias energéticas. A voltagem (e a corrente) das linhas está
aumentando e diminuindo, e assim apenas capaz de produzir PULSOS DE
ENERGIA..
Esses pulsos são entregues para a seção de entrada da fonte por um diodo
ou conjunto de diodos. No outro lado do(s) diodo(s) há um capacitor
eletrolítico chamado de ELETROLÍTICO DE ARMAZENAMENTO onde os pulsos de
energia são armazenados e o eletrolítico adquire uma voltagem, chamada DC.
É assim, basicamente, que AC é convertida para DC.
Aqui vai uma teoria NOVA:
Toda a teoria que você aprendeu até aqui está relacionada com o primeiro
ciclo de carga de um eletrolítico através de um diodo (ou diodos).
Mas os ciclos continuados nós nunca cobrimos até então.
A animação abaixo mostra “pacotes de energia” sendo continuamente
entregues à carga, mas a energia do transformador está vindo em “Pulsos”.
Isso significa que essas “Pulsos de energia” devem ter corrente alta.
A "rajada de energia" do transformador só pode ser entregue quando a
voltagem a partir do transformador é mais alta do que a voltagem no
eletrolítico de armazenamento. Como pode ser visto na animação isso só
ocorre durante as “pontas” da onda.
Isso porque:
(a) a voltagem de entrada deve ser maior do que a voltagem no capacitor de
armazenamento, e,
(b) Pulsos curtos de alta corrente são entregues ao
circuito.
As “Pulsos” da
corrente de entrada.
A característica importante a notar-se é a alta corrente entregue
ao circuito durante o período chamado de PERÍODO DE CARGA. O eletrolítico entrega
corrente (na verdade, o termo é ENERGIA) para a carga, O TEMPO TODO,
e isso inclui quando a voltagem do transformador está baixa.
A animação mostra um retificador simples de meia-onda. O circuito aceita
energia apenas durante a metade “positiva” da onda de entrada (um
retificador de onda completa aceita energia em ambas as metades da onda de
entrada)
CONCLUSÃO:
A corrente de entrada (chamada corrente de carga) é muito alta
durante uma pequena porção do ciclo.
Diodos retificadores devem ser projetados para suportarem altas correntes
por um curto período de tempo.
Durante cada ciclo, o eletrolítico reservatório está se carregando e
descarregando. Em geral, ele só está carregando e descarregando alguns
volts, entretanto essa ação faz com que ele se aqueça. Se ele não for
grande o suficiente ele vai esquentar muito.
Um dos fatores ocultos quando descrevemos um eletrolítico é o “FATOR
ONDULAÇÃO”. Dois eletrolíticos podem ser graduados em 2200µ/25v,
mas um irá ser maior do que o outro. O maior vai aceitar uma corrente de
carga e descarga maior. O menor vai esquentar mais e ter uma vida útil
reduzida.
O segredo simples é sentir os componentes após 30 minutos de
funcionamento. Se você não conseguir segurá-los com seus dedos, eles
necessitam de um dissipador de calor, ou outra forma de atenção.
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