Um TRANSISTOR é um componente de estado sólido (solid-state) de três ou mais elementos que amplifica através do controle do fluxo de portadoras de corrente entre os seus materiais semicondutores.
Os TRÊS ELEMENTOS DE UM TRANSISTOR são (1) o EMISSOR, o qual fornece as portadoras de corrente, (2) a BASE que controla as portadoras, e, (3) o COLETOR que recebe as portadoras.

Os dois TIPOS BÁSICOS DE TRANSISTORES são NPN e PNP. A única diferença na simbologia entre os dois tipos de transistor é a direção da seta no emissor. Se a seta aponta para o emissor, é um transistor PNP, se apontar para fora do EMISSOR, então é um transistor NPN.

Os quarto PROCESSOS DE FABRICAÇÃO DE TRANSISTORES são (1) contato por pontos, (2) junção cultivada, ou junção criada por cadência de crescimento, (3) liga ou junção fundida e (4) junção difusa.

A POLARIZAÇÃO ADEQUADA DE UM TRANSISTOR possibilita ao transistor ser utilizado como um amplificador. Para funcionar nesta condição a junção emissor-para-base do transistor é polarizada diretamente, enquanto que a junção base-para-coletor está em polarização reversa.

OPERAÇÃO NPN DE TRANSISTOR é basicamente a ação de uma voltagem relativamente pequena de polarização emissor-base, controlando uma corrente emissor-para-coletor relativamente alta.

OPERAÇÃO PNP DE TRANSISTOR é basicamente a mesma que a operação NPN, exceto que a maioria das portadoras de corrente são vazias e as baterias de polarização são reversas.

AMPLIFICAÇÃO é o processo de aumento da força de um sinal.
Um AMPLIFICADOR é o componente que prove amplificação sem alteração significativa do sinal original.
O TRANSISTOR AMPLIFICADOR BÁSICO amplifica pela produção de uma grande mudança de corrente no coletor para uma pequena mudança na corrente da base. Essa ação resulta em amplificação de voltagem porque o resistor de carga colocado em série com o coletor reage à essas grandes mudanças na corrente do coletor, o qual, por sua vez, resulta em grandes variações na voltagem de saída.

Os três tipos de POLARIZAÇÃO usados para polarizarmos adequadamente um transistor são polarização da corrente da base (polarização fixa), auto-polarização e polarização combinada.
A polarização combinada é uma das mais utilizadas porque ela melhora a estabilidade do circuito ao mesmo tempo que supera algumas desvantagens da polarização da corrente de base e da auto-polarização.

A CLASSE DE OPERAÇÃO DE UM AMPLIFICADOR é determinada pela porção do sinal de entrada para a qual existe uma saída.
Existem quatro classes de operação para amplificadores: classe A, classe AB, classe B e classe C.

CORTE ocorre quando a polarização base-para-emissor evita que a corrente flua no circuito emissor. Por exemplo, no transistor PNP, se a base se torna positiva com respeito ao emissor, os vazios são repelidos na junção emissor-base. Isso previne que a corrente flua no circuito coletor.
SATURAÇÃO ocorre em um transistor PNP quando a base se torna tão negativa, com relação ao emissor, que mudanças no sinal não são refletidas no fluxo da corrente no emissor.
AMPLIFICADORES CLASSE “A” são polarizados de forma que as variações nas polaridades do sinal de entrada ocorram dentro dos limites de corte e saturação. Polarizando uma amplificador dessa maneira permite a corrente do coletor fluir durante o ciclo completo (360°) do sinal de entrada, assim provendo uma saída que é uma réplica do sinal de entrada, mas com 180° fora de fase.
Amplificadores operados na classe A são usados como amplificadores de áudio e rádio freqüência em rádios, radares e sistemas de som.

AMPLIFICADORES CLASSE “AB” são polarizados de forma que a corrente no coletor seja zero (corte – cutoff) para uma porção de uma alternação do sinal de entrada. Dessa maneira a corrente no coletor irá fluir por mais que 180°, mas menos do que 360° do sinal de entrada. Os amplificadores da classe AB são normalmente utilizados como amplificadores push-pull (contrafase) para resolver um efeito colateral da operação na classe B.

AMPLIFICADORES CLASSE “B” são polarizados de modo que a corrente no coletor seja cortada durante metade do sinal de entrada. Assim, para operação em classe B, a corrente no coletor vai fluir por aproximadamente 180° (metade) do sinal de entrada.
O amplificador classe B é usado como amplificador de áudio e algumas vezes como estágio controlador – e amplificador de potência – de transmissores.

AMPLIFICADORES CLASSE “C” são polarizados de modo que a corrente do coletor flua por menos que metade de um ciclo do sinal de entrada.
O amplificador operado em classe C é usado como amplificador de radiofreqüências em transmissores.

FIDELIDADE e EFICIÊNCIA são dois termos usados em conjunto com amplificadores. Fidelidade é a reprodução fiel de um sinal, enquanto eficiência é a razão entre a potência do sinal de saída comparado com a potência total de entrada.
O amplificador classe A tem o grau mais alto de fidelidade, enquanto que o amplificador da classe C tem a maior eficiência.
A CONFIGURAÇÃO DE UM TRANSISTOR é o modo particular com que um transistor é conectado a um circuito. Um transistor pode ser conectado em qualquer uma das três configurações a seguir: emissor comum (CE), base comum (CB), e coletor comum (CC).

A CONFIGURAÇÃO EMISSOR-COMUM (CE) é a utilizada, na prática, com maior freqüência em circuitos de amplificadores uma vez que provê bons ganhos de potência, voltagem e corrente. A entrada para CE é aplicada ao circuito base-emissor e a saída é tomada do circuito coletor-emissor, tornando o elemento emissor “comum” tanto para entrada como para saída. CE é configurado à parte de outras configurações, porque é a única que oferece uma reversão de fase entre os sinais de entrada e de saída.

A CONFIGURAÇÃO BASE COMUM (CB) é principalmente utilizada para casamento de impedância uma vez que apresenta baixa resistência na entrada e alta na saída. Ela também apresenta um ganho de corrente menor do que 1.
Na configuração CB, a entrada é aplicada ao emissor, a saída é tomada a partir do coletor e a base é o elemento comum tanto para a entrada como para a saída.

A CONFIGURAÇÃO COLETOR COMUM (CC) é usada como um controlador de corrente para casamento de impedância e é particularmente útil no chaveamento de circuitos. CC também é conhecido como seguidor-de-emissor e é equivalente ao seguidor do catodo de tubos de elétrons. Ambos têm alta impedância na entrada e baixa impedância na saída.
Na configuração CC, a entrada é aplicada na base e a saída tomada a partir do emissor e o coletor é o elemento comum entre a entrada e a saída.

GANHO é um termo usado para descrever a capacidade de amplificação de um amplificador. É basicamente a razão da saída para a entrada. O ganho de corrente para as três configurações de transistor (CB, CE e CC) são, respectivamente, ALPHA (a), BETA (b), e GAMA (g).

O GRÁFICO DE COMPARAÇÃO DAS CONFIGURAÇÕES DE TRANSISTORES fornece uma explicação das diferentes propriedades das três configurações.
| TIPO DE AMPLIFICADOR | BASE COMUM | EMISSOR COMUM | COLETOR COMUM |
| RELAÇÃO DE FASE DE ENTRADA/SAÍDA | 0° | 180° | 0° |
| GANHO DE VOLTAGEM | ALTO | MÉDIO | BAIXO |
| GANHO DE CORRENTE | BAIXO(a) | MÉDIO(b) | ALTO(g) |
| GANHO DE POTÊNCIA | BAIXO | ALTO | MÉDIO |
| RESISTÊNCIA NA ENTRADA | BAIXO | MÉDIO | ALTO |
| RESISTÊNCIA NA SAÍDA | ALTO | MÉDIO | BAIXO |
CARACTERÍSTICAS DOS TRANSISTORES são apresentadas normalmente em folhas de especificações técnicas. Essas folhas, ou fichas, usualmente cobrem os seguintes itens:
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| Os limites máximos para o transistor. | |
| Os valores normais de operação do transistor. | |
| Informações adicionais sobre engenharia/projeto. |
TRANSISTORES SÃO IDENTIFICADOS por uma designação Conjunta – Exército-Marinha (Joint Army-Navy (JAN)) impressa diretamente no invólucro do transistor. Em caso de dúvidas sobre as marcações em um transistor sempre o substitua por um outro com marcações idênticas, ou consulte um manual do equipamento em questão ou do transistor para certificar-se que um substituto idêntico seja utilizado.
| 2 | N | 130 | A |
| NÚMERO DE JUNÇÕES (TRANSISTOR) | IDENTIFICAÇÃO DE SEMICONDUTOR | NÚMERO | PRIMEIRA MODIFICAÇÃO |
O TESTE DE UM TRANSISTOR para determinar se está bom ou não pode ser feito com um ohmímetro, um testador de transistores ou pelo método de substituição.
PRECAUÇÕES devem ser tomadas quando se trabalha com transistores uma vez que eles são suscetíveis a danos por sobrecarga elétrica, calor, umidade e radiação.
A IDENTIFICAÇÃO DOS TERMINAIS DE UM TRANSISTOR desempenha um papel importante na manutenção de transistores, pois, antes que um transistor seja testado ou substituído, seus terminais precisam ser identificados. Uma vez que NÃO existe um método padronizado para identificar os terminais de um transistor, procure por algum esquema típico de identificação dos terminais ou um manual antes de tentar a substituição.

Um TESTE DE GANHO DE TRANSISTOR pode ser feito utilizando-se um ohmímetro e um circuito de testes simples. O princípio por trás desse teste reside no fato que pouca ou nenhuma corrente vai fluir em um transistor entre o emissor e o coletor até que a junção base-emissor esteja polarizada diretamente.
Uma razão de resistência de 10:1 no teste entre as leituras do meter indicam ganho normal.

O TESTE DE RESISTÊNCIA NA JUNÇÃO DE UM TRANSISTOR pode ser também feito usando-se um ohmímetro, medindo-se as resistências diretas e reversas entre base-emissor, base-coletor e coletor-emissor.

MICROELETRÔNICA é um termo abrangente para descrever o uso de circuitos integrados para miniaturizar equipamentos eletrônicos.
Uma PLACA DE CIRCUITO IMPRESSO (Printed Circuit Board) é uma superfície plana, isolante sobre a qual é impressa a fiação e componentes miniaturizados são conectados em um projeto predeterminados e fixados em uma base comum.
CIRCUITO MODULAR é uma técnica de montagem na qual placas de circuito impresso são empilhadas e ligadas para formar um módulo. Essa técnica aumenta a densidade dos componentes num circuito, o que resulta em uma redução considerável no tamanho final de equipamentos eletrônicos.
Um CIRCUITO INTEGRADO é um componente que integra (combina) tanto componentes ativos (transistores, diodos, etc) e componentes passivos (resistores, capacitores, etc) de um circuito eletrônico completo em uma única pastilha (chip).

Os dois tipos básicos de CI’s são HÍBRIDOS e MONOLÍTICOS.
No CI MONOLÍTICO, todos os elementos (resistores, transistores, etc) associados com o circuito são fabricados em uma única peça de material (chamada de substrato)
No CI HÍBRIDO, os componentes passivos (resistores, capacitores) são depositados em um substrato (base) feito de vidro, cerâmica ou outro material isolante. Então, os componentes ativos (diodos, transistores, etc) são colocados no substrato e conectados aos componentes passivos através de fio muito fino.